Um estudo publicado nesse ano aponta que a fraude na pesquisa científica deixou de ser um problema de indivíduos e se tornou uma atividade de redes organizadas. Grupos cooperam para fabricar ou manipular pesquisas e inseri-las em periódicos internacionais.
Essas práticas vão além da simples criação de artigos falsos. Elas incluem a escolha de periódicos estratégicos e a busca pela inclusão em bases de dados importantes, o que faz com que a fraude se misture à produção legítima. Isso dificulta a tarefa de distinguir o que é pesquisa confiável do que é falso.
O número de artigos fraudulentos está crescendo em um ritmo mais rápido do que a pesquisa legítima. Enquanto as publicações válidas dobram a cada 15 anos, o número de artigos falsos criados por grupos dedicados à fraude dobra a cada 18 meses.
O ritmo de expansão da fraude supera a capacidade das medidas atuais de combate. Muitos artigos fraudulentos continuam em circulação mesmo após serem denunciados e removidos de periódicos. Isso ameaça não apenas a confiança do público na ciência, mas também tecnologias que dependem de pesquisas confiáveis, como a inteligência artificial.
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